Aumento da inflação

Aumento da inflação

16/06/2022
Inflação

A taxa de inflação na zona euro encontra-se perto dos 8%. Em Portugal já ultrapassa os 7%.

O aumento da inflação para valores bem acima do alvo de médio prazo do Banco Central Europeu ameaça a estabilidade e coesão económica da Europa e o poder de compra de muitas famílias, especialmente as mais desfavorecidas.

Este é um problema que exige uma resposta tanto a nível europeu como a nível nacional. Num contexto de taxas de juro mais elevadas, o fantasma da sustentabilidade da dívida pública dos países mais endividados volta a pairar nos mercados.

Assim, o Volt defende ser fundamental as instituições europeias darem os passos necessários para evitar outra crise de confiança nos mercados. Isto passa, no curto-prazo, por dar um sinal que o Mecanismo Europeu de Estabilidade está preparado para atuar rapidamente para garantir o financiamento e a liquidez necessária a estes países, ou mesmo que o BCE poderá continuar a comprar dívida pública, mesmo num contexto de inflação e subida de taxas de juro. No longo prazo, a solução é a criação de um ministério das finanças europeu e a mutualização da dívida pública.

A nível nacional, é necessário os governos atuarem para garantir que a inflação não provoca a erosão dos rendimentos das famílias, especialmente as mais desfavorecidas, como as que dependem de prestações sociais e pensões.

Para isso, a atualização do valor destas prestações, dos salários da administração pública e do salário mínimo devem acompanhar a inflação, mas não ultrapassá-la, de forma a não contribuir para uma espiral inflacionária.

Adicionalmente, o governo deve atuar nos mercados de bens e serviços de primeira necessidade que estejam a sofrer aumentos de preços especialmente acentuados, como o mercado de habitação, através de maior aposta na habitação pública e de uma liberalização inteligente do mercado que promova mais investimento e oferta.